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A ideia pode parecer absurda para alguns, e realmente é, mas faz sentido por um mero momento, quando paramos para cogitar a hipótese de não precisar mais visitar os postos de gasolina.


Apesar das bebidas alcoólicas — pinga, vodka, whisky, o que seja — vendidas em mercados e bares serem “similares” ao álcool utilizado como combustível (vulgo etanol), elas são produzidas com uma concentração de teor alcoólico muitíssimo inferior aos 92,6%, requeridos do etanol para a perfeita ignição do motor.


Acontece que para que ocorra o processo de queima do combustível, é preciso que aconteça a combustão do mesmo, e no caso — hipotético — de utilização de bebida alcoólica no lugar do etanol, ocorreria das velas de ignição não conseguirem queimar a bebida, seja ela qual for, por ser composta em maior parte por água.


Para que uma cachaça, por exemplo, tivesse sucesso na profissão de combustível, ela teria que ter um teor alcoólico mínimo de 92,6%, assim como o etanol. E, ainda que se encontrasse uma cachaça, ou qualquer outra bebida, com teor alcoólico tão elevado — há algumas no mercado internacional, aja fígado —, ela não seria tão eficiente como combustível, por não conter aditivos, queimar rapidamente e também por deixar resíduos impossíveis de serem expelidos por um motor normal.


“Ah, mas eu quero um carro que funcione à base de vodka.”


Certo, já que você insiste, vamos te contar o que seu alambique-móvel precisará para funcionar.


Seguem os requisitos.


• um tanque duas vezes e meia maior. Já que o etanol queima duas vezes mais devagar que qualquer bebida, precisaríamos de mais do que o dobro de volume de seu substituto improvisado para alcançar o mesmo desempenho;
• um destilador, para separar a água do álcool;
• um sistema arrojado de válvulas e canos de escape, para livrar o motor da água destilada que sobraria do processo anterior;
• um condensador, para devolver a cachaça evaporada novamente para sua forma líquida, para ser queimada e dar a partida no motor;
• paciência, já que todo esse processo exigiria um pouco de tempo para acontecer.


É, não seria nada prático, e ainda assim não livraria seu carro de visitas constantes ao mecânico; e de reuniões do AA.


Como você pôde ver, as bebidas alcoólicas são tão adequadas como combustível quanto a gasolina é adequada para se fazer um drinque.


E lembre-se: não vale a pena fazer a experiência. Você pode acabar danificando seu carro e tendo prejuízos irreparáveis. Prefira abastecer na Rede Rio Branco com combustíveis de qualidade — e de verdade —, e deixe as bebidas, compradas na Full Time Conveniência, para o churrasco de fim de semana.

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